Regalismo no Brasil Colonial
R$ 84,00
Disponível
A Coroa Portuguesa e a Ordem do Carmo, Rio de Janeiro, 1750-1808
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- Leandro Ferreira Lima da Silva
- Páginas
- 556
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A Coroa Portuguesa e a Ordem do Carmo, Rio de Janeiro, 1750-1808
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Embora o desejo de enquadramento da Igreja não fosse novo à Coroa Portuguesa, o consulado pombalino dotou o regalismo luso e seus instrumentos de ação de fundamentação doutrinal que o permitiram alcance inédito. Munido de privilégios, prestígio e poderio material, o clero regular foi alvo privilegiado daquela política, da qual a expulsão dos jesuítas é a face mais evidente. Dezenas de outras ordens religiosas, entretanto, pontilhavam com suas casas e indivíduos Portugal e suas colônias, e a ação do Estado diante de cada uma delas variou não apenas entre as corporações ou as províncias e vigararias em que se ramificavam, mas também segundo contextos específicos. Neste estudo, a partir da ação da Coroa entre os religiosos da Província do Carmo do Rio de Janeiro, mostramos como a práxis regalista sobre os regulares foi diretamente impactada e até relegada a segundo plano diante de necessidades consideradas vitais a administração e conservação do território colonial. Analisamos também como, amenizadas tais urgências, a atuação reformadora do bispo Mascarenhas Castelo Branco entre aqueles religiosos não apenas o fez um agente da ilustração católica, mas também do catolicismo ilustrado.