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Rock cá, rock lá – a produção roqueira no Brasil e em Portugal (1970-1985)

Marca
Paulo Gustavo da Encarnação
Páginas
284 p.

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Sobre o produto

Desde o encontro entre Bob Dylan e os Beatles, em 1965, o Rock se mostrou como uma forma cultural internacional. Mais do que seu antecedente, o Rock and Roll, um gênero musical criado pela força da música negra dos EUA, o Rock não se apresentou como um gênero musical, ao contrário, se criou como uma ampla variedade de sons e formas musicais. Do engajamento político às experimentações musicais, o Rock não trabalhou na esfera de gêneros nacionais, de identidades nacionais. Sua força propulsora estava localizada em outro tipo de identidade: a juventude – um protagonista social que extrapolava os limites do nacional. Neste sentido, ainda que em seus primórdios o Rock estivesse concentrado nas cenas musicais da Inglaterra e dos EUA, em pouco tempo se espalharia pelo mundo, do mesmo modo que a força juvenil (de contestação, mas também de consumidores de produtos da indústria cultural global) não se limitava a esses dois países. As cenas musicais em pouco tempo se espalhariam para outros países, cada uma delas contento ao mesmo tempo suas especi­ficidades locais e o caráter internacional do Rock. Sendo assim, o que o leitor tem em mãos agora, é um livro que aborda o momento de ampliação das cenas musicais do Rock, focado em dois países de língua portuguesa: Brasil e Portugal. Apoiado em referenciais da história comparada, o livro de Paulo Gustavo da Encarnação é uma contribuição valiosa para o entendimento do caráter internacional do Rock, bem como de suas especifi­cidades locais. A partir dos anos 1970, o Rock, cada vez mais, estaria lá, cá, e em todo lugar.

José Adriano Fenerick (Departamento de História FCHS – Unesp/Franca

coeditor: Fapesp