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Visconde de Cairu e a Vertigem Revolucionária: tempo, linguagem e epistemologia do conservadorismo (1772-1830) Imagem
Visconde de Cairu e a Vertigem Revolucionária: tempo, linguagem e epistemologia do conservadorismo (1772-1830)
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Visconde de Cairu e a Vertigem Revolucionária: tempo, linguagem e epistemologia do conservadorismo (1772-1830)

Lucas da Costa Mohallem  | 

272

Se a história como síntese da existência humana é um emaranhado de fluxos de tempo cuja organização nem sempre é facilmente discernível em um primeiro olhar, as existências individuais que lhe dão vida por vezes ensejam, elas próprias, dinâmicas específicas. Ocorre que alguns indivíduos apresentam u

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Lucas da Costa Mohallem  | 

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Se a história como síntese da existência humana é um emaranhado de fluxos de tempo cuja organização nem sempre é facilmente discernível em um primeiro olhar, as existências individuais que lhe dão vida por vezes ensejam, elas próprias, dinâmicas específicas. Ocorre que alguns indivíduos apresentam u

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Descrição do Produto

Se a história como síntese da existência humana é um emaranhado de fluxos de tempo cuja organização nem sempre é facilmente discernível em um primeiro olhar, as existências individuais que lhe dão vida por vezes ensejam, elas próprias, dinâmicas específicas. Ocorre que alguns indivíduos apresentam uma especial capacidade de viver e fazer suas vidas como se elas fossem uma convergência daqueles fluxos de tempo, desemaranhando uma parte deles por ações, pensamentos e interações individuais que oferecem tais vidas como unidades de análise especialmente generosas ao historiador. (...) José da Silva Lisboa é, assim, tema consolidado na historiografia sobre o Brasil, no e fora do Brasil. (...) É com base em uma minuciosa observação crítica, respeitosa e parcialmente cumulativa dessa historiografia que Lucas Mohallem mobilizou seus notáveis talentos de historiador para, vislumbrando uma brecha a ser explorada, oferecer uma substantiva contribuição ao entendimento não só de Silva Lisboa, do Brasil e de sua época, mas de todo um ampliado mundo em transformação que plasmava trajetórias como a do personagem aqui tratado, ao passo em que era por elas transformado. É que Mohallem soube ver, em Silva Lisboa, uma coerente síntese desse mundo que, simultaneamente, renovava estruturas e padrões sociais, e ensejava formas igualmente inovadoras de reação e contrariedade a essas renovações. O conhecido conservador, não raro respeitado, aclamado ou odiado por seus contemporâneos ou seus memorialistas posteriores, e que papel tão central desempenhou no lento e errático processo de dissolução de uma ordem imperial portuguesa e de criação de outra, nacional brasileira, não nasceu conservador: tornou-se um. 

João Paulo Pimenta

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